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Como já mencionado em
outra postagem, o diagnóstico de uma criança com hiperatividade só pode ser
dado por um especialista, sendo um procedimento totalmente clínico. No entanto,
o próprio professor ao conviver com as crianças e observar os seus
comportamentos pode perceber sinais que indique
a necessidade de se procurar esse especialista para um possível
diagnóstico, mas muitas vezes ao solicitar que a família procure esse
atendimento especializado – pois se trata de investir na formação dos filhos – não
há interesse, que pode ocorrer por motivos diversos como, por exemplo, não
aceitar que a criança tem determinada dificuldade.
Conforme
previsto no artigo 205 da Constituição Federal, “a Educação é um direito de
todos, um dever do Estado e da família” e como dever da família não basta apenas
matricular a criança, mas é de sua inteira responsabilidade acompanhar e
auxiliar em todo o processo de aprendizagem da mesma.
O
artigo publicado na revista Id on Line, de autoria de Sheylla Ferreira, Marta
Coutinho e Maria Sobral, cujo tema abordado é sobre “A importância da
Participação da família na Educação escolar”, traz reflexões interessantes sobre
a relação escola/ família, um aspecto muito propício diante da nossa
“situação-problema” que estamos a discorrer.
Vejamos
alguns trechos da abordagem:
“Diante
da realidade a qual as escolas enfrentam devido à ausência da família, e que
vem gerando grande dificuldade, é que a escola não deve desistir de buscar essa
parceria, sem culpas, é impossível haver aproximação quando só são marcados
encontros para falar de problemas. Isso causa antipatia e repulsa.” (p. 495)
“A
realidade é difícil, mas quando a família é ausente, a escola deve desenvolver
ações que possa aproximá-los, e que ela venha fazer parte da escola, e quando
isso não acontece, o melhor a fazer no momento, enquanto espera esse processo
acontecer é dar continuidade ao seu projeto de integração da família com a
escola, é enfatizar mais ainda a formação dada na escola ao aluno, para que ele
possa levar para casa esse aprendizado, e que a família comece a refletir e
sentir a necessidade de participar junto à escola, da vida escolar dos alunos.”(p.
497)
Então,
caros leitores, não desanimem em cultivar essa parceria, a luta constante na
tentativa de promover uma melhor qualidade de vida para essa criança, pode
possibilitar que a família reconheça a importância dessa participação no
processo de desenvolvimento e que sem essa parceria o trabalho em promover uma
formação integral fica extremamente comprometido. Assim, aliando família e escola,
há maiores chances de um melhor rendimento e desenvolvimento, principalmente,
quando se trata de uma criança que apresenta alguma deficiência, transtornos,
etc.

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