quinta-feira, 4 de abril de 2019



         Como já mencionado em outra postagem, o diagnóstico de uma criança com hiperatividade só pode ser dado por um especialista, sendo um procedimento totalmente clínico. No entanto, o próprio professor ao conviver com as crianças e observar os seus comportamentos pode perceber sinais que indique  a necessidade de se procurar esse especialista para um possível diagnóstico, mas muitas vezes ao solicitar que a família procure esse atendimento especializado – pois se trata de investir na formação dos filhos – não há interesse, que pode ocorrer por motivos diversos como, por exemplo, não aceitar que a criança tem determinada dificuldade.
        Conforme previsto no artigo 205 da Constituição Federal, “a Educação é um direito de todos, um dever do Estado e da família” e como dever da família não basta apenas matricular a criança, mas é de sua inteira responsabilidade acompanhar e auxiliar em todo o processo de aprendizagem da mesma.
         O artigo publicado na revista Id on Line, de autoria de Sheylla Ferreira, Marta Coutinho e Maria Sobral, cujo tema abordado é sobre “A importância da Participação da família na Educação escolar”, traz reflexões interessantes sobre a relação escola/ família, um aspecto muito propício diante da nossa “situação-problema” que estamos a discorrer.
Vejamos alguns trechos da abordagem:
“Diante da realidade a qual as escolas enfrentam devido à ausência da família, e que vem gerando grande dificuldade, é que a escola não deve desistir de buscar essa parceria, sem culpas, é impossível haver aproximação quando só são marcados encontros para falar de problemas. Isso causa antipatia e repulsa.” (p. 495)
“A realidade é difícil, mas quando a família é ausente, a escola deve desenvolver ações que possa aproximá-los, e que ela venha fazer parte da escola, e quando isso não acontece, o melhor a fazer no momento, enquanto espera esse processo acontecer é dar continuidade ao seu projeto de integração da família com a escola, é enfatizar mais ainda a formação dada na escola ao aluno, para que ele possa levar para casa esse aprendizado, e que a família comece a refletir e sentir a necessidade de participar junto à escola, da vida escolar dos alunos.”(p. 497)
Então, caros leitores, não desanimem em cultivar essa parceria, a luta constante na tentativa de promover uma melhor qualidade de vida para essa criança, pode possibilitar que a família reconheça a importância dessa participação no processo de desenvolvimento e que sem essa parceria o trabalho em promover uma formação integral fica extremamente comprometido. Assim, aliando família e escola, há maiores chances de um melhor rendimento e desenvolvimento, principalmente, quando se trata de uma criança que apresenta alguma deficiência, transtornos, etc.

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